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Padrão já adotado pelo Peru,
Argentina, Chile e Venezuela é reconhecido por braço da
ONU regulador de telecomunicações, que passa a
recomendar as normas brasileiras de radiodifusão
digital
O Brasil que deixa de ser o “país do futuro” para se
tornar o “país do presente”, não está apenas em
conquistas como as Olimpíadas e o pré-sal. O empenho e
a dedicação da engenharia e da academia brasileiras -
hoje congregadas no Módulo Técnico do Fórum SBTVD - em
prol melhor do padrão de TV digital, acaba de receber o
aval da União Internacional de Telecomunicações–UIT
(órgão de padronização e regulamentação em
telecomunicações ligado à ONU).
“Trata-se de um reconhecimento que traz ganhos
imensos para o país”, explica Frederico Nogueira,
presidente do Fórum SBTVD. “A partir de agora, nos
tornamos oficialmente exportadores de tecnologia de TV
digital com o mesmo status dos EUA e Europa. Qualquer
continente que queira produzir baseado em nosso padrão,
terá acesso às normas, com a recomendação de um órgão de
expressividade global”, explica.
Após a aprovação de todos os países membros, as
normas da ABNT foram publicadas no portal da UIT (http://www.itu.int),
traduzidas nas línguas oficiais do órgão (inglês, árabe,
chinês, espanhol, francês e russo). Na Recomendação
UIT-R BT.1699, passaram a ser encontrados aspectos
técnicos do Ginga-NCL - que compõe o padrão de
middleware adotado no Brasil. E na Recomendação UIT-R
BT.1306, estão as inovações apresentadas pelo Brasil ao
sistema ISDB-T, contidas nas Normas brasileiras.
Por intermédio de um acordo firmado entre Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a UIT, a entidade
brasileira e o processo de padronização adotado na TV
digital passam a ter para a UIT o mesmo status dos
equivalentes editados por entidades como o Instituto
Europeu de Normalização das Telecomunicações (ETSI).
As novas conquistas deram seguimento à Norma Ginga
NCL-LUA (ITU-T H.761) que, em maio, se tornou padrão
para toda e qualquer comunicação digital sobre IP,
recomendada pelo mesmo órgão.
“Acabamos de abrir para o mundo a única tecnologia de
televisão capaz de oferecer ao mesmo tempo qualidade
perfeita de imagens e sons, mobilidade, portabilidade e
uma interatividade flexível e livre de royalties, que
favorece o desenvolvimento de uma enorme gama de
aplicativos, sejam eles comerciais, lúdicos,
informativos, ou para ampliação da cidadania e inclusão
social”, finaliza Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora
do Módulo Técnico do Fórum SBTVD.
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